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Abordagens da fisioterapia para artrite reumatoide

A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica, autoimune, que afeta principalmente as articulações, causando dor, rigidez e deformidades progressivas. Sua prevalência global é estimada em cerca de 0,5% a 1% da população, sendo mais comum em mulheres (2 a 3 vezes mais frequente do que em homens) e em pessoas entre 40 e 60 anos. No Brasil, estudos indicam que aproximadamente 1 milhão de indivíduos convivem com a doença, destacando a necessidade de políticas públicas para seu manejo adequado. O impacto funcional da AR na vida dos pacientes é significativo. A inflamação articular persistente leva à perda progressiva da mobilidade, dificultando atividades cotidianas como abrir frascos, subir escadas ou até mesmo caminhar. Muitos pacientes desenvolvem incapacidades laborais, reduzindo sua produtividade e qualidade de vida. Além disso, a fadiga crônica e a dor contínua contribuem para sintomas depressivos e isolamento social, agravando o sofrimento emocional. Estudos mostram que, sem tratamento adequado, mais de 30% dos pacientes podem ficar incapacitados após 10 anos de doença. O diagnóstico precoce e terapias modernas melhoram os prognósticos, mas o acesso a esses tratamentos ainda é desigual. Portanto, além do controle médico, são essenciais estratégias multidisciplinares, incluindo fisioterapia e suporte psicológico, para minimizar o impacto funcional e melhorar o bem-estar dos pacientes com AR. 

Papel da fisioterapia nas diferentes fases da doença

A AR é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações, causando dor, rigidez e perda de função. A fisioterapia contribui no manejo da AR, adaptando-se às diferentes fases da doença (fase aguda e a fase de remissão). Na fase aguda, caracterizada por inflamação ativa, dor intensa e edema articular, a fisioterapia tem como objetivos aliviar a dor, reduzir a inflamação e preservar a amplitude de movimento (ADM). As intervenções incluem podem incluir crioterapia já que a aplicação de gelo ajuda a diminuir a inflamação e a dor; exercícios passivos e alongamentos suaves que ajudam na manutenção da mobilidade sem sobrecarregar as articulações; técnicas para a manutenção das posturas e movimentos que minimizam o estresse nas articulações afetadas; pode ser usado eletroterapia analgésica para o manejo da dor como o TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea). Na fase de remissão, onde há redução da atividade inflamatória, o foco da fisioterapia é melhorar a força muscular, a funcionalidade e prevenir deformidades. As intervenções podem incluir exercícios ativos e resistidos para o fortalecimento da musculatura periarticular e da estabilidade articular; exercícios aeróbicos de baixo impacto como hidroterapia e bicicleta ergométrica para a manutenção do condicionamento cardiovascular sem impactos na articulações; treino de equilíbrio e coordenação para a redução do risco de quedas e melhora da autonomia e a promoção do cuidado com educação do paciente.

Abordagens terapêuticas

A AR é uma condição inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações, causando dor, rigidez, edema e perda de função. Dentre as abordagens terapêuticas, destacam-se as mobilizações articulares que são técnicas manuais realizadas por fisioterapeutas para melhorar a amplitude de movimento (ADM) e reduzir a rigidez com melhora na da mobilidade articular e na redução da dor, especialmente quando combinadas com outras terapias. Os exercícios terapêuticos são essenciais para manter a função articular e prevenir deformidades. Incluem alongamentos, exercícios de amplitude de movimento e técnicas de relaxamento. Programas individualizados ajudam a minimizar o impacto da AR nas atividades diárias. A eletrotermofototerapia engloba recursos como termoterapia (calor), crioterapia (frio), ultrassom, correntes analgésicas (TENS) e laserterapia. Essas modalidades auxiliam no controle da dor e da inflamação, melhorando a circulação e acelerando a recuperação tecidual. A fraqueza muscular é comum em pacientes com AR devido à inatividade e à inflamação crônica. Exercícios resistidos (com elásticos, pesos leves ou máquinas) ajudam a recuperar a força muscular, estabilizar as articulações e reduzir a sobrecarga articular. Atividades como caminhada, ciclismo e hidroginástica melhoram a capacidade cardiorrespiratória, reduzem a fadiga e promovem bem-estar. Recomenda-se exercícios de baixo impacto para evitar sobrecarga nas articulações afetadas. Orientar o paciente sobre a doença, tratamento e estratégias de autocuidado é fundamental. A educação em saúde inclui a gestão da dor (técnicas de conservação de energia, uso de órteses), melhora nos hábitos alimentares e adesão ao tratamento medicamentoso. Encorajar o paciente a participar ativamente do tratamento é crucial. As estratégias incluem movimentar-se todos os dias, se necessário, uso de dispositivos auxiliares de marcha e monitoramento de sinais e sintomas.

Conclusão

A AR é uma condição limitante e, diante disso, a reabilitação funcional e a prevenção de complicações exigem uma abordagem contínua e interdisciplinar, envolvendo diversos profissionais da saúde para garantir melhores resultados terapêuticos. A abordagem contínua é essencial porque a AR é uma condição progressiva, demandando acompanhamento regular para ajustes no tratamento. A fisioterapia, por exemplo, deve ser adaptada conforme a evolução da doença, focando em exercícios para manter a amplitude articular, fortalecer a musculatura e reduzir a inflamação. A interrupção do tratamento pode acelerar a degeneração articular, levando a deformidades irreversíveis. Já a abordagem interdisciplinar integra conhecimentos de várias áreas, como reumatologia, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e nutrição. Enquanto o reumatologista controla a medicação e a progressão da doença, o fisioterapeuta trabalha a mobilidade e a dor e qualidade de vida. O terapeuta ocupacional auxilia na adaptação de atividades diárias, preservando a independência do paciente. A psicologia ajuda no manejo do estresse e da depressão, comuns em doenças crônicas, e o nutricionista orienta sobre alimentação que possa também contribuir para o perfil inflamatório da doença. A prevenção de deformidades, como desvios articulares e atrofias musculares, depende dessa integração. Exercícios de alongamento, órteses e técnicas de proteção articular, quando aplicados de forma coordenada, retardam as complicações. Além disso, a educação do paciente sobre autocuidado é fundamental para adesão ao tratamento.